sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MANUEL DE BARROS

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá, onde a criança diz:
eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
Funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta,
que é a voz
De fazer nascimentos -
O verbo tem que pegar delírio.



RAINER MARIA RILKE

"Tenho tal medo da palavra dos homens.
Eles exprimem tudo com tanta clareza:
e isto chama-se cão e aquilo casa,
e aqui é o começo e acolá é o fim.

E também me amedronta o seu sentido e o seu jogo com o escárnio,
Eles sabem tudo o que vai ser e já foi;
Não há monte que lhes seja maravilha;
O quintal e a quinta deles vão às fronteiras de Deus.

Hei-de advertir e opor-me: Ficai de largo!
Gosto tanto de ouvir cantar as coisas.
Mal lhes tocais, ficam hirtas e mudas.
Matais-me todas as coisas."

domingo, 8 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

sábado, 31 de julho de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

AMOR COMO EM CASA.

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.

(Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio

do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde")



Carlos Walker: Modinha (Cecília Meireles)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

AMOR É SÍNTESE



Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...

Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.

HELP - Por uma vida sem tabaco

HELP - Por uma vida sem tabaco

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Arnaldo Antunes - Envelhecer (com legenda)

CLARICE.

“Vou te fazer uma confissão: estou um pouco assustada. É que não
sei onde me levará esta minha liberdade. Não é arbitrária nem
libertina. Mas estou solta. Parece-me que pela primeira vez
estou sabendo das
coisas.A impressão é que só não vou mais até as
coisas para não me ultrapassar. Tenho certo medo de mim, não sou
de confiança, e desconfio do meu falso poder. Não dirijo nada.
Nem as minhas próprias palavras. Mas não é
triste: é humildade alegre.
Eu, que vivo de lado, sou a esquerda de quem entra. E estremece em mim
o mundo.”
Clarice

sexta-feira, 9 de julho de 2010

MIMOSA BOCA ERRANTE.

Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.

Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?

Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.

Já sei a eternidade: é puro orgasmo.

Carlos Drummond de Andrade



segunda-feira, 5 de julho de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

TEUS OLHOS ENTRISTECEM.

Teus olhos entristecem
Nem ouves o que digo.
Dormem, sonham esquecem...
Não me ouves, e prossigo.

Digo o que já, de triste,
Te disse tanta vez...
Creio que nunca o ouviste
De tão tua que és.

Olhas-me de repente
De um distante impreciso
Com um olhar ausente.
Começas um sorriso.

Continuo a falar.
Continuas ouvindo
O que estás a pensar,
Já quase não sorrindo.

Até que neste ocioso
Sumir da tarde fútil,
Se esfolha silencioso
O teu sorriso inútil.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

segunda-feira, 28 de junho de 2010

SEGREDO...

( Poema de Carla Granja)





xiuuuuuuuuuu...



Não contes os nossos segredos

Muito menos dos nossos encontros

Nem digas que me conheces

E não contes os meus sonhos.



Não contes que me amas

Nem que corro as cortinas

Nem das loucuras que fazemos

Enquanto me sacias.



Não contes do meu passado

Nem do amor que fazemos

Nem que estamos apaixonados

Nem do champanhe que bebemos.



Não contes do nosso amor

Dos nossos momentos de prazer

Pois esse é o nosso segredo

Que só Deus pode saber.

terça-feira, 22 de junho de 2010

DAS VANTAGENS DE SER BOBO.

CLARICE LISPECTOR

O bobo, por não se preocupar com ambições, tem tempo
para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar
sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado
por que não faz alguma coisa, reponde: "Estou fazendo. Estou
pensando."

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os
espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo
tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem.
Os espertos estão sempre atentos às espertezas alheias que se
descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples
pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver.
O bobo nunca, parece, ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o
bobo é um Dostoievski.

Há desvantagens, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou
na palavra de um desconhecido para a compra de um ar
refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo,
praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é
fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer.
Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste
era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria
caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a
vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto
estar sempre tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite
com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no
estômago. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobo com burros. Desvantagem: pode
receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das
tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a
célebre frase: "Até tu, Brutus?".

Bobo não reclama. Em compensação como exclama!

Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar
todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria
morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem
passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade, como toda
a criação, é difícil. Por isso, é que os espertos não conseguem
passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em
compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os
bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não
se importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não
confundir bobo com burro, com tolo, com fútil): Minas Gerais
por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não
não nascer em Minas!

Bobo é Chagall que põem vaca no espaço, voando por
cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor
que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de execesso
de amor. E só o amor faz o bobo.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PASSADO, PRESENTE, FUTURO.


Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

NO CORAÇÃO, TALVEZ.

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

O Caderno 2

ETERNO RETORNO

Ver-te é verter-me de mim
Derramar-te em lembranças
Sobretudo
às
...que me dizem
Do que não aconteceu

Do interdito argumentado
Por
contratos e silêncios
Limites... nos quais não caibo
Regras...
que irei burlar

Não sei viver de amores tortos
De contrato
embolorado
E clausulas a serviço
Da repressão que eu mesmo
Sei
impor-me... mais que devo

Meus amores são plurais
Meu coração
vagabundo
O meu limite é o mundo
Que às vezes cabe em teus olhos

-
às vezes não -

E é então que percorro
Meu livro de
impedimentos
E não encontro sentença
Que me proiba lembranças
Brotadas
de meus arquivos
De emoções a granel

Mesmo entendendo que
hoje
Tornei-me meu próprio dono
Menestrel de meus desejos
Domador
de meus lampejos
E impulsivas ações...
Mais de amor do que de
morte
Mais de dor do que de sorte

Quero repartir contigo
O
doce da liberdade

Da liberdade vaidosa
De Pássaro
desengaiolado
Mas que ao final de seus voos
Retorna rápido ao
ninho...
Pra então aconchegar-se
Em nossa falicidade...
Em
nossa felicidade

Desinventamos a tempo
O tempo da
hipocrisia
Já que o reino em que vivemos
Prefere amor ao cinismo

E
respeito... a convenções

(Poema de Cado Selbach)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Arthur Rimbaud


"Ela foi encontrada!
...Quem? A eternidade.
É o mar misturado

Ao sol.

Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol
estival
Ou a noite pura.

Pois tu me liberas
Das humanas
quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...

— Jamais a
esperança.
Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é
lento.


VIRGÍNIA WOOLF


As mulheres, durante séculos, serviram

de espelho aos homens por possuírem
o poder mágico e delicioso de
reflectirem uma imagem do
homem duas

vezes maior que o natural.


Nirvana - Jesus Doesn't Want Me For A Sunbeam (Live Unplugged) HD

sábado, 12 de junho de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

DEPOIS.

“Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecidoàs vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas, não deixe para depois.Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá.’”

Ana Jacomo



terça-feira, 25 de maio de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PARA PINTAR O RETRATO DE UM PÁSSARO.

Jacques Prévert
(tradução Silviano Santiago)


Primeiro pintar uma gaiola
com a porta aberta
pintar depois
algo de lindo
algo de simples
algo de belo
algo de útil
para o pássaro
depois dependurar a tela numa árvore
num jardim
num bosque
ou numa floresta
esconder-se atrás da árvore
sem nada dizer
sem se mexer...
Às vezes o pássaro chega logo
mas pode ser também que leve muitos anos
para se decidir
Não perder a esperança
esperar
esperar se preciso durante anos
a pressa ou a lentidão da chegada do pássaro
nada tendo a ver
com o sucesso do quadro
Quando o pássaro chegar
se chegar
guardar o mais profundo silêncio
esperar que o pássaro entre na gaiola
e quando já estiver lá dentro
fechar lentamente a porta com o pincel
depois
apagar uma a uma todas as grades
tendo o cuidado de não tocar numa única pena do pássaro
Fazer depois o desenho da árvore
escolhendo o mais belo galho
para o pássaro
pintar também a folhagem verde e a frescura do vento
a poeira do sol
e o barulho dos insetos pelo capim no calor do verão
e depois esperar que o pássaro queira cantar
Se o pássaro não cantar
mau sinal
sinal de que o quadro é ruim
mas se cantar bom sinal
sinal de que pode assiná-lo
Então você arranca delicadamente
uma das penas do pássaro
e escreve seu nome num canto do quadro


quinta-feira, 20 de maio de 2010

JOÃO CABRAL DE MELO NETO.


Joaquim:

"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato.
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia,
meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita.
O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera
meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços,
minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas.
O amor comeu a medida de meus ternos, o número
de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus.
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus
olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas,
minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas,
meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus
exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia.
Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu
no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente,
navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda,
o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios,
a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água
de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água
dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito
escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém
o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente
eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta,
cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor
roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava
os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras.
Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo,
com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos,
sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água
morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues
crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas
de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas
barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés.
Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu
até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar
delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas
folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio,
os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu
o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as
futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes
em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha
noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio,
minha dor de cabeça, meu medo da morte."

(As falas do personagem Joaquim foram extraídas da poesia
"Os Três Mal-Amados", constante do livro
"João Cabral de Melo Neto - Obras Completas", Editora
Nova Aguilar S.A. - Rio de Janeiro, 1994, pág.59. )

quarta-feira, 12 de maio de 2010

CAIO FERNANDO ABREU.

"Gosto de pessoas doces, gosto de

situações claras - e por isso,

ando cada vez mais só."





quarta-feira, 5 de maio de 2010

EU, POR CLARICE.





Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso

da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso

de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de

um olhar. Pesa como uma ausência. E a lágrima que não se chorou.

Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.

- Clarice Lispector -

terça-feira, 4 de maio de 2010

E...

Quando a gente acha que já sabe todas
as respostas, vem a vida e muda todas
as perguntas...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

AO SABOR DOS SENTIDOS...



Todos os minutos do mundo pra caber mais tudo isso em mim.



sábado, 1 de maio de 2010

AO SABOR DOS SENTIDOS...


Eu poderia morrer por alguns minutos neste lugar!

terça-feira, 27 de abril de 2010

PAREI...

... para ouvir meu coração bater.

domingo, 18 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

VIDEO ALBERT EINSTEIN -

ME, MYSELF AND I.

Não sei. Falta-me um sentido, um tacto
Para a vida, para o amor, para a glória…
Para que serve qualquer história,
Ou qualquer facto?
Estou só, só como ninguém ainda esteve,
Oco dentro de mim, sem ninguém depois nem antes.
Parece que passam sem ver-me os instantes
Mas passam sem que o seu passo seja leve.
Começo a ler, mas cansa-me o que inda não li.
Quero pensar, mas dói-me o que irei concluir.
O sonho pesa-me antes de o ter. Sentir
É tudo uma coisa como qualquer coisa que já vi.
Fernando Pessoa

terça-feira, 6 de abril de 2010

AO SABOR DOS SENTIDOS...

Meu coração tá apertadinho
de dor... tá chovendo muito
no Rio...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

ST. PATRICK'S DAY - CANADÁ - 2010









http://www.history.com/topics/st-patricks-day




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quarta-feira, 17 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

OBRIGADA AMIGO!!!!!




Esta mensagem recebi de um amigo ontem no dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher...
Como o Brasil é grande amigo, quando
nos encontraremos????






QueridaLIH

Achei essa poesia muito bonita... Parabens pelo teu DIA


"VOCÊ... A ÚLTIMA OBRA

Amor....

Hoje foi um dia muito especial. Em cada parte deste vasto
e fantástico mundo, nações fizeram, merecidamente,
homenagens às mulheres...

Hahhh.... as mulheres.. como são belas... como são lindas...

Deus realmente estava em frenesi imaginativo, no máximo
de suas capacidades e de enlevo com seu processo de criação,
quando as criou...

Ele caprichou... e como caprichou... buscou o que havia de
melhor... em tudo... e sintetizou em uma forma linda e
encantadora a sua obra mais genial e completa.. E.. Deus fez
a mulher...

Ele fez todas elas assim... Mas quando ele te fez...
quando ele te elaborou... ele estava em um momento
de extrema paixão com o universo....

Em você ele melhorou, ainda mais, o que parecia impossível
aperfeiçoar... Olhe teus cabelos... como ele pode dar tanta
harmonia e graça a eles... são rebeldemente encaracolados...
e totalmente macios....

E quando ele desenhou teus olhos misturando a negritude
da noite com os raios do sol... esses olhos negros que brilham
tanto... Quanta magia...

E tua boca.... acho que ele estava imaginando o beijo...
quando a formatou... e sentindo os efeitos da ternura
quando a fez tão doce e quente...

E tua pele amor... Deus só pode ter se descuidado...
foi um acidente de percurso... acho que nem ele esperava
fazer algo assim... tão macia, acolhedora e perfumada ....

E o teu corpo... aí ele exagerou de verdade.... acho que ele
estava revendo todos os seus conceitos de beleza e
harmonia e sensualidade... acabou fazendo uma mistura
de tudo isso em você...

E... quando ele viu esse conjunto fantástico... ele deve
ter pensado: “uma obra dessas, precisa ter uma essência
tão bela quanto sua forma”... E te deu essa alma...
essa cabeça...essa personalidade... essa capacidade
de ser gente... que só você tem...

Olha quanta força ele te deu... e quanta determinação..
e quanta coragem... e quanta sensibilidade... e quanta
capacidade de amar, e de transformar esse amor em
mais vida... em mais paz... em mais alegria...
em mais esperança...

Te amar, não é só o meu maior presente...
é também a grande missão que Deus deu a minha vida...

Descobrir os teus mistérios, são os meus maiores
desafios... Saciar os teus desejos... voar junto contigo
em tuas fantasias... fundir todos os meus sentidos aos teus..
. e fazer explodir as tuas sensualidades e os teus prazeres...
são os meus maiores méritos e as minhas mais
profundas alegrias....

Você é a resposta para todas as perguntas cruciais
da minha vida: Quem sou? O que sou? Onde Estou?
Para onde vou? E, sempre que alguém, em nome do
intelectualismo ou da ciência, ou da modernidade, ou da fé....
me pergunta se Deus existe... basta olhar para você..
para ter a mais absoluta certeza..

FELIZ DIA DAS MULHRES...

sábado, 6 de março de 2010

AO SABOR DOS SENTIDOS...


"Finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio."

Caio Fernando Abreu


TOUCH AND GO tango in harlem

quinta-feira, 4 de março de 2010